terça-feira, 7 de junho de 2011

Monocromático

Que esta agonia insólita parta de mim

E deixe meu corpo inquieto descansar

Poís só por hoje,

Desestirei da minha alma teimosa

Que insiste em vagar sozinha

Neste terreno vázio e tristonho.

Esquartejado entre cacos de vidro

O meu reflexo torturado

Sangue coagulado

Cicatrizes que escorrem pela minha infância perdida

Que saudades tenho,

Dos tempos em que eu não pensava no tempo

Mas agora os ponteiros me cortam,

Furam meus olhos

Levam minha pausa.

No entanto, o céu continua caíndo

Engolindo as nuvens e despejando essa chuva acída

Sobre a feminilidade das cores

Enquanto ao cinza?

Esse me causa uma dor aguda

Que faz manchar as paredes que tenho atrás dos olhos

De uma menira tão escalafobética

Que nem eu mesmo posso tentar descrever

Hoje quando acordei, tudo tinha um tom cinza

E as minhas lágrimas... inuteis

Não limparam minha maneira de ver

Já não enxergo mais.

Guilherme Radonni



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