quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Para aqueles que não tem palavra


Tem gente que o que fala
Não se escreve
E tem outros, 
Que honram a própria palavra
Tem alguns... que só falam
Outros... que realmente fazem
Tem ainda aqueles
Que são os donos da verdade
Enquanto alguns
Simplesmente sabem
De um lado, os que gostam de apontar
Do outro, aqueles que gostam mesmo
É de abraçar
Tem muitos que cantam,
Só para o espelho
E tem tantos que fazem
A música sair do peito
Tem aqueles que sempre querer agradar
E outros que se esforçam para respeitar
No final cada um faz o que pode
O quer e o que sabe
E você?
Sinceridade, infelizmente não é pra todo mundo
Mas o difícil mesmo...é mentir pra si mesmo
Qual a tua verdade?

Guiel


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Florescer


Agradeço a vida
Por todos os presentes
Que tem me ofertado
E por estar a cada dia
Revelando meus caminhos,
A cor dos olhos de cada um
Que refletem por dentro e por fora
O espelho de ser... humano
De carne e osso, alma e coração
Ponte de luz, atravessando as sombras
Me ensina a seguir a voz
Que abraça o vazio da escuridão
Silencia meu pranto
Enquanto aprendo abrir meus olhos
Para ver com clareza
Muito além da ilusão
Vejo cores, pintando memórias
Mas Quem sou eu?
Por debaixo das mascará
Que dão forma a criação
Sou o mistério que vive
Na força do trigo, da mão e do pão
Sou semente, que desperta e germina
E com fé, cresce e brota
Da flor, fruto e grão
Só para alimentar a fome
De se reencontrar com a essência
E se desfazer na grandeza
De agradecer e colher
Pro amor florescer
É preciso plantar.
Guiel.

Escorpião


Mergulho nas fundas águas
Que regem meu ser
Assim como flutuo na constelação de escorpião
E neste espelho a refletir o céu e o mar
Vejo a força da transmutação
Que renova a dança de minhas profundezas
E do veneno que me fere
Brota o soro de minha cura
E do silêncio de minha morte,
Renasço no canto da vida eterna.
Do peito que pulsa junto ao próprio ferrão
Plutão é quem guia
O mistério de escorpião.

Ao Tempo


Mesmo depois do fim
Seremos sempre
Peregrinos do tempo
Girando desde do inicio
Em torno da roda da vida
Em busca de infinitas respostas
Para perguntas eternas
E de tão frágeis, seremos fortes
Na grandeza que abraça
O pequenino grão que em tudo em germina
E sempre torna a florescer
Onde se esconde o silêncio de tua voz?
Se ouço tua música em tudo que existe
E danço todos os dias
Na esperança de reencontra-lo
Dentro de mim e em todo lugar.

Guiel

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Para a parte de mim esquecida no tempo.



Vontade de romper com tudo aquilo
Que convém aos olhos da normalidade
Só para ver de novo o vão que existe
Entre uma coisa e outra
E achar o que estava perdido
No meio do caos, no silêncio da sombra
E ainda sim de tão belo, me fazer rir e chorar
Quando foi que deixei de te amar?
E me esqueci que também sou feito
De carne e osso,
De sangue e lágrima
De dor e amor
Passamos tanto tempo da vida
Correndo atras de nós mesmos
Até cansarmos e percebemos
Que estávamos ali o tempo todo
Misturados com sonhos e anseios
Amores e medos
Memórias e esquecimentos
Hoje me lembro,
Daquilo que ninguém quer lembrar
E abraço minha própria sombra
Com a luz que vem do mesmo lugar
Tão fundo quanto o que bate no peito
E se cala pra me fazer escutar
Tua voz que esta em mim
E em todo lugar.
Guiel

Para os amores que ainda não amei


É tanto amor que não cabe no peito
Transborda e vaza
Em todas as direções
E ainda sim, sem destino
Pois a verdade é que o amor
Nunca sai do lugar,
Esta sempre no centro,
No meio do peito
Onde mora todos os amores
Do passado ou do futuro
Na eternidade do presente
No vazio do ausente
Na flor e na semente
Que me ensina a regar
O meu próprio jardim
Só para relembrar a beleza do mundo
E depois espalhar
Para aqueles que se esqueceram.
E ainda sim continuam amando
Pois afinal para que serve o coração?
Se não for para amar.
Guiel.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Para Onde?


Definindo caminhos
Na incerteza do destino
Abrindo as asas ao vento
Para ser levado nas mãos do acaso
Ainda sim na esperança
De encontrar o que nunca foi perdido
Todas as bússolas apontam para o norte
Enquanto os mapas me guiam para o sul
De leste a oeste
Me procuro em teu olhar
E por dentro um pássaro viajante
Que ainda esta apreendendo
A se desgarrar do próprio ninho.

Guiel. 14/09/2015