terça-feira, 24 de julho de 2012

Sementes dos mestres



Hare Krishna, Hare Krishna
Krisnha Krisnha, Hare Hare
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Cristo, Cristo, Jesus Jesus
Buda Sidarta, Buda Sidarta
Sidarta Gautama, Buda Buda.

Devemos amar,
Santas musicas cantar
Evocar e dançar,
Pra transcender e irradiar
E assim manifestar,
A luz que há em você
Expandindo o Santo Cristo
Que habita o vosso ser

E então despertará,
Sua consciência crística
Que é fruto de Deus Pai
E de nossa Mãe Santíssima
Sinta essa vibração
Vinda do coração
Conectando o teu ser
A sagrada elevação

Cultivando seu jardim
Sobre um solo zen e do bem
Brotará sementes de luz
Ecoando amém.

Hare Krishna, Hare Krishna
Krisnha Krisnha, Hare Hare
Jesus Cristo, Jesus Cristo
Cristo, Cristo, Jesus Jesus
Buda Sidarta, Buda Sidarta
Sidarta Gautama, Buda Buda.

Guilherme Maciel.

Ventos de Iansã



















Santa Bárbara no céu
Com teu sopro divinal
Anuncia a ventania
Que vai varrer terra e astral

Pra Iansã que aqui chegou
Eparrei parrei Iansã
Suas ventarolas vem lançar
Na força de Juramidan

Eparrei parrei Iansã
Manda raios e trovões
Faz ventar, relampiar
Clareando escuridões

Orixá da tempestade
Com teu vento a encaminhar
Dança voraz pelo céu
Trazendo a ordem de Oxalá.

Guilherme Maciel.

Raízes de Gaia



Ouço o canto de entrada de Gaia
Entoado por vozes enraizadas e uterinas
Vozes vermelhas que ecoam hinos indígenas
E dialetos arcaicos sobre tambores ancestrais.
Abrem-se feito mandalas, as entranhas desta sagrada Terra
Retumbando o palpitar do grande coração do mundo
Fazendo correr a pulsante seiva divina
Que nutre os extra e intra-terrenos.
Salve as veias da Mãe Terra
Que fazem fluir seus rios subterrâneos
Irrigando a vida em seu ventre planetário
Gerando movimento e substancia a todos os elementais
Bendita seja a firmeza que sustenta Gaia
Ancorada em suas rochas mais internas
Como ossos de um esqueleto sólido
A perpetuar a estrutura da matéria do mundo.
Eterno seja o calor que emana de seu núcleo
Chamas, magmas e lavas vulcânicas
A carburar o combustível que inflama o espírito
Fazendo queimar o fogo que aquece todos os seres
Louvado seja o ar que areja as profundezas da terra
Elevando a movimentação de seus eternos ciclos
Comungando o interno e o externo
Fazendo flutuar o planeta em órbita no espaço.
Mundos ocultos que habitam nossa própria morada
Seres internos e irmãos ancestrais
Ensinem aos filhos desgarrados de Gaia
Os caminhos dos labirintos que nos levaram
A reconhecer que somos frutos desta terra
Abençoada pelo Grande Espírito.

Guilherme Maciel.

Oxum refletida na íris de Oxumaré (ou)




















Mamãe Oxum aie ie, Sarava Oxum Yaba
Flua nas águas cor de íris
De Papai Oxumaré, Sarava Oxumaré Orixá
Reflete em espelho d´agua
As sete cores deste ser
Que renova em claridade
Tudo o que há de escurecer

Ora ieie ô Oxum
Orixá mãe das águas
Dos rios, das cachoeiras
E das lagoas douradas
Fluindo pela vida,
Com sua beleza sagrada
Revela o seu tesouro
Para quem não tem mais mágoas

Arroboboi Oxumaré
Sua serpente é do mato
Ele é homem, é mulher
É um orixá encantado
Vermelho, alaranjando
Pro amarelo esverdeado
Eleva o azul
Violetando o rosado. 


Ela lava e faz fluir,
Ele renova e colore
Irradiando a nossa alma
Pra que o bem aflore

Tragam a luz de Aruanda
Pros filhos deste congar
Oxum e Oxumaré
Juntos vem abençoar
Então abram o coração
Pra vibração dos Orixás
Que estão sob o comando
De Jesus e Oxalá

Água que circula da mãe terra
E do pai céu torna a descer
Centraliza o amor de Deus
Em vosso eterno florescer

Oxum lava os caminhos
Que os meus pés querem correr
No arco policromático
De Oxumaré.

Salve Oxum nas cachoeiras.
Salve Oxumaré no céu.
Salve a Gira de Olorum.
Salve a todos Orixás.

Guilherme Maciel.

Dias cinzentos

Talvez eu nunca estarei pronto
Para colorir o cinza do céu,
Pois mesmo que tivesse cores o bastante
Não teria a mão de Deus para tingir o infinito
Mas tentarei não deixar a monocromia das horas
Acinzentar o meu peito sufocado
Pois sei que dias cinzas se desfazem com o Sol
Mas o sol ainda não raiou, e enquanto isso...
Choverei por dentro.
Entre uma lágrima e outra,
Memórias desbotadas são manchadas
Com o mesmo sal que salgou o mar
Trazendo ondas que se desfazem
Sobre um deserto de areia que me enterra
Sem antes pensar em me amar
Ainda sim, amarei cada grão de areia
Que em minha alma e meu corpo tocar
Pois sei que um dia o sopro do vento
De mim o cinzento arrastará
Desenterrando meu peito deste deserto opulento
E fazendo na alma uma flor de lótus desabrochar
Tu nobre desconhecido será a semente
Que com cuidado e afeto regarei para brotar
Cuidarei de nosso jardim tingindo cada flor
Com a mais pura cor á proteger nosso amor
Se por vontade do céu, outro dia cinzento chegar.

(Para um amor que esta além do cinza do céu)

Guilherme Radonni.

 
 
 
 
 
 
 

Caminhando na Luz...



Abrindo os caminhos, para caminhar
Na campina verde com o sol a raiar
Com os pés beijo a mãe Terra
Com a cabeça o Pai Céu
E a glória de Deus
Desvenda o véu
E a verdade se faz
Com força, fé e união
Louvemos a Deus
Amando aos irmãos.

Abrindo a alma, para se lavar
Nas cachoeiras do céu, sob a paz de Oxalá
Com amor divino multiplico
As benções do além
Que Deus pai nos envia
Para a vitória do bem
E a mudança se faz
Com disciplina e firmeza
Mantenha sua luz
Eternamente acesa.

Guilherme Radonni

Devoção



Daí me sabedoria oh Deus
Para trilhar minha jornada
Assimilando a cada passo
... A lição que me foi dada

Desenvolve em minha alma
O sentimento da santa paz
Para fazer do meu ser um templo
Onde á vontade de Deus se satisfaz.

Despertai divino mestre interior
E me ensina a ser uma extensão de Deus
Orienta-me com tua luz onde quer que eu for
Multiplicando a claridade aos irmãos meus.

Que a devoção seja um caminho
Para acordar o eu puro e verdadeiro
Pois servindo tua sagrada vontade
Se afasta o ego derradeiro.

E mesmo nas mais árduas provações
Dai me força, firmeza e fé
Desamarra-me de todas as ilusões
Pra que somente tua luz fique de pé.

Guilherme Radonni