domingo, 4 de dezembro de 2011

Vespertino.



















No cume do entardecer,
O céu se subdividiu em partes
Obedecendo a vontade cataclísmica do temporal
De um lado, o carmim alaranjado adormecendo o dia
Do outro, o anil turvo anunciando a noite
E eu ao meio, inclinando os olhos na fenda do tempo
Só para contemplar o cromático céu
Enfeitado pelo Divino supremo.

Guilherme Radonni.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Supremo Som

Que o júbilo desabrochar do dia

Assobie sobre os ouvidos da mãe terra

O intocável supra-som do universo

O incessante ritmo que impulsiona a vida

E faz dançar o ciclo do novo e do velho.

.

Canto forte, canto firmado

Canto a St. Germain, Sananda e a Kuan Yin

Canto e rogo ao som da vida

Que teu mantra desperte em mim.
.

Tudo o que é vivo em seu interior canta

Pois sonoridade nos pulsa nas veias

Basta abrirmos os ouvidos

Para contemplar tanta beleza.
.

Brota o vento soprando o seu canto

Que no mar reverbera, com ondas e espumas

Dançam as arvores com galhos e folhas

Inspirando os pássaros a cantar nas ruas.
.

Canto forte, canto firmado

Canto a Oxumaré, Ganesha e a Brahma

Canto e rogo ao som do universo

Que teu mantra me expanda.

.

De som supremo fez-se a onda

Que navegando ancorou em mim

Nos tímpanos ecoou vibrante

Harmonizando o princípio e o fim.

.

Que a musica seja como um manto

A afastar toda dissonância

Protegendo a sagrada luz

No mar da bem-aventurança.

.

Canto forte, canto firmado

Canto a Shiva, Oxum e a Buda

Canto e rogo ao som do infinito

Que teu mantra me evolua.


Guilherme Radonni.

domingo, 13 de novembro de 2011

Intrapúrpura
























Chamo a chama violeta
Chama, chama violeta

Invoca a força deste canto

Transforma-me purificando.

Radia o que não for de luz

Harmoniza o fluxo que conduz

Fluência da chama violeta

Chama, chama violeta.

-

Chamo a chama santa

Violeta chama,

Transmutando inflama

Todo tom de cor insana.


Em todos os eixos e graus

Eleva a ascensão do astral

Penetra na raiz divina

Aflora e colore vossa vida.

Seccionai gama vibracional

Metamorfose ultra-fractal

Ecoando de Alfa e Ômega

Violeta chama se expanda.

-

Chamo a chama santa

Violeta chama,

Sacraliza o Prāna

Dentros das entranhas.


Guilherme Radonni



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Irradiação.

Despertar de um sono que não se dormiu
Desabrochar os olhos que continuam fechados
Bloqueando o radiar da luz suprema
Que não pode guiar o caminho dos sonâmbulos
Que hipnotizados pela jactância individualista
(Desfruto contaminado do ego humanóide)
Não podem enxergar a saga transcendental que os espera
(Ser) humano, não é constituir-se de um aparelho biológico
Mas sim existir em toda as camadas de expansão do seu ser
Que o possibilita se conectar á todos os seres
Formando um único e completo ser.
Caso contrario, é só a carcaça de um humano
Que prefiro chamar de humanóide
Pois só se parece em sua forma,
Uma vez que se esqueceu da sua real essência interior
O amor, e não digo o amor á isso ou aquilo
Mas sim o puro sentimento de amar a existência de todas as
coisas.
E com esse amor, invoco o canto de todos os cantos
Para acordar com voz serena
A divina percepção dos seres
Que sensorialmente se sincronizem
A órbita do espaço sagrado,
Fazendo da vida mundana
Uma eterna dança dos deuses.

(Aos humanóides sonâmbulos, que seguem dormindo sem vivenciar
o supremo).

Guilherme Radonni

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Poema de adoração ao eclipse lunático-solar.








Saudação ao Sol e a Lua!


Era como fazer fotossíntese

Deixando a luz embriagar todos os poros da pele,

E causar a rubra febre que chamamos de amor

Elevação de existência

Já não se existe mais sem um motivo

Porque o amor regula o mundo

Nos põe no eixo do sistema solar

Na eterna fonte de luz, que alumia nosso ventre
E mesmo tardio , no negro da noite
Reflete teu brilho nos olhos translúcidos

Dos que condensam a Lua no fundo da mente

De brilho sereno do astro satélite

Que brilha profundo no espaço pungente.

Amar, como se ama o sol
Amando o sol de cada um

Só amando, amar o sol

O sol que a cada um conduz
E mesmo tardio, no negro da noite
Amar, como se ama a lua
Amando a lua de cada um
Lua amando, amar a lua
A lua que a cada um conduz
Saúdo com amor cósmico que transborda
Do Eu Sou que eu sou
O eclipse da transformação do alinhamento
Que irradia o dia e alumia a noite
O encontro dos Astros que nos marcam o tempo
Fenômeno de divino candor
O Sol e a Lua do firmamento!

Aos astros, rogo que nos faça amar o eclipse das coisas

Buscar o encontro de si com o outro
E num fenômeno quase cósmico

Ser um feito de dois.

Assim como a sincrônica interconexão planetária

Amar a órbita, amar a gravidade,

Amar a lei da atração dos astros

Amando o cosmo, amando o todo

Amando homem, mulher e animal

Amando minério, amando as águas

Amando fogo, ar e o reino vegetal.

Sol é Lua. Lua é Sol

Santo o eclipse lunático-solar
Cobrindo o céu do infinito

Irradiando de luz e amor

O precioso diamante cardíaco.

Guilherme Radonni.



Pulso imagético xamânico.




domingo, 6 de novembro de 2011

.../\.../\...P...U...L...S.../\...N...D...O.../\...


Pulso, cadencia ressonante que ecoa no espaço

Como o à valsa dos índios que marcham em volta do fogo

Elemento de transmutação

Que evoca a luz do próprio ato de pulsar

Retumbando o pulsar que existe em todas as coisas

E toda a coisa pulsante torna-se unicamente pulso



Fogo, impulso de alumiar com tua chama pulsátil

O pulso dos corpos que dançam pungentes

Sagrado são os pulsos que guardam nas veias

A pulsante seiva divina que pulsa na gente

Pulsando o sangue que corre no pulso

Reverberando pulsão no coração e na mente.



Que as luzes pulsem no pulsar do pensamento

Impulsionando organicamente o pulso

Da fluência, do espaço e do tempo

Sincroniza fogo com pulsar de dentro

Impulsionando-me de volta ao pulso

Que impulsiona os astros do firmamento.


Guilherme Radonni.